Seja Bem Vindo !!!!

Este blog tem por objetivo mostrar meu trabalho em sala de aula, trocar experiências com professores e alunos e receber sugestões metodológicas, exemplos de projetos pedagógicos, etc.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Educação Especial




 
FALA DO VÍDEO DAS 6ª E 7ª ETAPAS DO CURSO DE MATEMÁTICA
Professora Zezeh

“Eu também queria uma escola que ensinasse a conviver, a cooperar, a respeitar, a esperar, a saber viver em comunidade, em união”.
(Carlos Drummond de Andrade)

Companheiros professores, estamos encerrando o curso de matemática. Iniciamos hoje a 6ª e logo após iniciaremos a 7ª etapa dessa jornada de trabalho que para nós está sendo muito proveitosa.  Vocês certamente ficarão com saudades!  Neste final de curso vamos trabalhar inclusão e revisar os outros conteúdos já estudados.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9.394/96, em seu Art. 58, conceitua a Educação Especial como [...] a modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos portadores de necessidades especiais.
A oferta de Educação Especial, dever constitucional do Estado, é feita em toda educação básica e superior.
A política nacional de Educação Especial na perspectiva de Educação Inclusiva (2008) foi elaborada segundo os preceitos de uma escola em que cada aluno tem a possibilidade de aprender, a partir de suas aptidões e capacidades, em que o conhecimento se constrói sem resistência ou submissão ao que é selecionado para compor o currículo, resultando na promoção de alguns alunos e na marginalização de outros do processo escolar.
A compreensão da Educação Especial nesta perspectiva está relacionada a uma concepção e a práticas da escola comum que mudam a lógica do processo de escolarização, a sua organização e o estatuto dos saberes que são objeto do ensino formal. Como modalidade que não substitui a escolarização de alunos com deficiência, com transtornos globais do desenvolvimento e com altas habilidades/superdotação, essa educação supõe uma escola que não exclui alunos que não atendam ao perfil idealizado institucionalmente.
A Educação Especial perpassa todos os níveis, etapas e demais modalidades de ensino, sem substituí-los, oferecendo aos seus alunos serviços, recursos e estratégias de acessibilidade ao ambiente e aos conhecimentos escolares. Nesse contexto, deixa de ser um sistema paralelo de ensino, com níveis e etapas próprias.
Sinalizando um novo conceito de Educação Especial, a política enseja novas práticas de ensino, com vistas a atender as especificidades dos alunos que constituem seu público-alvo e garantir o direito à educação a todos. Aponta para a necessidade de se subverter a hegemonia de uma cultura escolar segregadora e para a possibilidade de se reinventar seus princípios e práticas escolares. (Texto extraído do livro “A Escola Comum Inclusiva”, Coleção A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar, do Ministério da Educação, p. 6).
A LDB, em seu artigo 59, estabelece que “os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com necessidades especiais [..] currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos, para atender às suas necessidades.
A Educação Especial é muito complexa nas escolas brasileiras porque nas redes de ensino, e excepcionalmente nas escolas públicas das pequenas cidades, a exemplo de Tutóia, nem todos os casos de deficiência (especialmente transtornos globais do desenvolvimento ou altas habilidades/superdotação) são diagnosticados por especialistas e os profissionais da área lotados nas escolas são pouquíssimos. E ainda, boa parte das famílias esconde essas crianças, dificultando o acesso delas a matrícula na escola.
Como em todo o País, temos nas nossas escolas crianças com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento ou altas habilidades/superdotação. O Inep registra um total de 143 alunos em Tutóia com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento ou altas habilidades/superdotação. Em Tutóia há apenas uma escola exclusiva de educação especial funcionando na modalidade substitutiva. A mesma escola (Escola Bernarda Cantanhede) tem matriculados 56 alunos[1] com variadas deficiências. Os professores dessa escola não são especialistas; eles aprenderam com os próprios alunos a melhor maneira de lidar com eles.
O atendimento escolar é obrigatório a todos os estudantes de 4 a 17 anos, inclusive aos com deficiência e transtornos globais do desenvolvimento ou altas habilidades/superdotação. Não existe um tipo de deficiência que exclua o aluno de ser atendido pela escola em classe regular, sob pena de denúncia aos órgãos da Educação e ao Ministério Público.
Também não há regras rígidas sobre o tamanho das turmas ou proporção de crianças com deficiência por sala. O certo é os alunos estarem o mais próximo possível da representação da comunidade, sem segregação ou favoritismo.
É ilusório pensar que existe uma formação específica que diga como trabalhar com cada criança; não é preciso ser especialista em deficiência para ser professor de deficiente. O docente precisa ter sensibilidade, olhar não para a deficiência, mas sim para a criança. As necessidades dos alunos só serão compreendidas a partir do convívio com eles.
A Revista Escola Pública publicou recentemente dados informados pelo MEC que afirmam que de 2007 a 2012 as matrículas dos alunos com deficiência nas classes regulares de escolas públicas do País, dobraram. Em alguns estados o aumento foi de quase 300%. O Brasil tem 102,78% de atendimento e o Maranhão tem 181,98% de atendimento. Isto significa que as barreiras estão se dissolvendo. A rede municipal pública de Tutóia tem 1,19% da sua matrícula do Ensino Fundamental, de alunos deficientes.
Que são alunos com deficiência? São aqueles [...] que tem impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais em interação com diversas barreiras podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas (ONU, 2006).
Que são Alunos com transtornos globais do desenvolvimento? São aqueles que apresentam alterações qualitativas das interações sociais recíprocas e na comunicação, um repertório de interesses e atividades restrito, estereotipado e repetitivo. Incluem-se nesse grupo os alunos com autismo, síndromes de espectro do autismo e psicose infantil (MEC/SEESP, 2008).
Que são alunos com altas habilidades/superdotação?  São aqueles que apresentam grande facilidade de aprendizagem que os levem a dominar rapidamente conceitos, procedimentos e atitudes. Essa definição ressalta duas características marcantes da superdotação, que são: a rapidez de aprendizagem e a facilidade com que estas pessoas se engajam em sua área de interesse.
Há ainda uma grande dificuldade em se fazer inclusão. Não somente os professores, mas toda a comunidade escolar continua encontrando dificuldade no processo de ensino na perspectiva da educação inclusiva. Se se pensar que inclusão não se restringe a deficiência, o problema é muito maior, pois muitas vezes não sabemos direito o que estamos incluindo ou deixando de incluir. A simples reprovação de uma criança pode ser uma forma de exclusão.
Ainda é muito forte em nossas salas de aula o desejo de ter turmas homogêneas, quando se sabe que as pessoas não são homogêneas; elas são heterogêneas. As crianças são diferentes umas das outras, mesmo que pensemos que elas podem ser tratadas por igual. Cada uma delas requer uma forma diferente de ser tratada, de ser olhada. Cada qual tem o seu ritmo de aprendizagem, a sua maneira de aprender. Nós professores estudamos para aprender com esse desafio.
Na construção e/ou na revisão do Projeto Político-Pedagógico da escola pode-se rever o conceito de inclusão. E podemos perguntar: Que tipo de inclusão pretendemos fazer? Que aluno queremos formar? Que temos para oferecer ao nosso aluno deficiente? Ou ao nosso aluno diferente? E para sua família, que pretendemos oferecer? São muitas as perguntas que nos vem no momento. Precisamos saber como respondê-las.
É óbvio que a heterogeneida nos assusta, mas é um desafio a ser desvendado. Somos educadores; somos capazes e, acima de tudo, somos responsáveis e compromissados com a aprendizagem dos nossos alunos.
Incluir é muito mais do que aceitar na sala de aula um aluno deficiente, diferente, negro, índio, de família desajustada; incluir é na verdade entender, compreender, articular, interagir, em fim, procurar respeitar e fazer respeitar os nossos alunos, que muitas vezes, só tem a nós como tábua de salvação.
Nesta formação vamos refletir um pouco sobre isso e vamos procurar aprender também um pouco como lidar em sala aula com os nossos alunos deficientes, diferentes nas diferenças, mas iguais nos seus direitos de cidadãos.
Quero aproveitar este momento também para lembrar a vocês das obrigações com a alimentação do SISPACTO. Conforme Comunicação recebida da Coordenação Estadual/IES, após a 6ª formação vocês deverão preencher os dados referentes ao mês de novembro, e após a 7ª formação vocês deverão preencher os dados referentes ao mês de dezembro. Logo após o Seminário de encerramento vocês deverão preencher os dados referentes ao mês de janeiro.
E atenção! A última etapa de avaliação no SISPACTO, para todos os perfis, deverá encerrar até o dia 01 março de 2015. Portanto, a última avaliação deverá ser feita ainda na noite do dia 28/02, quando terminar o Seminário de encerramento.
Vocês estão recebendo uma proposta de dinâmica do Seminário que deverá ser lida e discutida por vocês com o Orientador de Estudo. Poderão sugerir outras atividades para enriquecer o evento; não esquecendo que todos nós (CL, Secretária de Educação, PAs. Oes. e comunidade) somos responsáveis pela realização do seminário.
Um abraço a todos! Muito obrigada pela atenção de vocês! Bom trabalho!
























REFERÊNCIAS

BRASIL, Ministério da Educação – Secretaria da Educação Básica. Caderno de Educação Especial: a alfabetização de crianças com deficiência. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa. Brasília, 2012.
--------------, Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília: MEC/SEESP, 2008.




[1] Dados de 2013  –  Centro de Atendimento Psicopedagógico – Secretaria Municipal de Educação de Tutóia.

Como trabalhar Geometria na Alfabetização





FALA DA COORDENADORA NO VÍDEO DE ABERTURA DA 5ª ETAPA DO CURSO DE MATEMÁTICA
PNAIC/COORDENAÇÃO LOCAL DE TUTÓIA


Sejam todos bem-vindos a 2015.
Muitas realizações! Muito sucesso!
Estamos iniciando a 5ª etapa do Curso de Matemática. O ponto cruciante agora é a Geometria. Como trabalhar Geometria no Ciclo de Alfabetização?
Nós professores, sabemos que a Geometria foi perdendo espaço e sentido, tanto na nossa formação docente, quanto nas nossas salas de aula. Itzcovich (2012, p.4), autor do livro Iniciação ao Estudo Didático da Geometria, aponta como um dos motivos para este fato “a dificuldade, por parte dos docentes, de encontrar suficientes situações ou problemas que representem verdadeiros desafios, isto é, pensar em um percurso que permita os alunos se iniciar e se envolver no trabalho com as funções lineares”.
O autor ainda afirma que, “como consequência disso, se algo fica fora do programa por falta de tempo, este algo é a Geometria; ao ponto de que ninguém hesitaria em aprovar um aluno da 5ª para 6ª série do Ensino Fundamental, se não conhecesse a propriedade da soma dos ângulos interiores de um triângulo”.
É sabido por todos nós, que os nossos  alunos passam de uma série para outra sem adquirir as habilidades referentes a Geometria; ou porque não deu tempo (como afirma o autor acima), ou porque os professores não estão preparados para esse trabalho.
A preocupação no PNAIC com o ensino de qualidade da Geometria no Ciclo de Alfabetização é, de certo, muito válida.
Se nós professores nos preparamos bem para trabalhar com os nossos alunos a Geometria, estamos proporcionando um grande avanço no ensino da Matemática.
Os materiais nós temos. Temos Livros didáticos do PNLD e os Jogos de matemática. Vamos utilizar também todos os materiais da nossa região, dos quais dispomos. Já temos alguns exemplos de professores que estão utilizando materiais da própria localidade do aluno e os resultados são bons.
A professora Clédina adotou uma ideia de um aluno com síndrome de down e obteve bons resultados. A professora Fátima, utilizando materiais da própria localidade dos seus alunos, conseguiu que todos eles adquirissem as habilidades mínimas para serem aprovados; e a sua turma é multisseriada.
Assim como elas, outras experiências exitosas se destacaram: uma professora do Ciclo de Alfabetização da Escola “O Cajuzinho”, utilizou com seus alunos conchas de mariscos para a aprendizagem de composição e decomposição de números. Temos ainda muitos professores que se dedicam ao seu trabalho de sala de aula com prazer e paixão.
Boa parte do que vocês aprenderam no Curso de Matemática será aplicada este ano. Bom que vamos iniciar o ano letivo com muitas novidades! Quatro pontos são essenciais para que tenhamos sucesso nesse trabalho: planejamento exequível, monitoramento, avaliação e tomada de decisão.
Vamos agora recordar um pouco sobre as obrigações para a liberação das bolsas:
1.    Não faltar a formação (com presença integral);
2.    Efetuar a avaliação complementar e atividades obrigatórias, conforme cada etapa realizada. Após a realização desta etapa, deverão proceder a avaliação complementar e a atividade obrigatória referente ao mês de outubro;
3.    Ler os dois Cadernos restantes do curso e realizar as atividades de casa, para fortalecimento dos conteúdos estudados na formação;
4.    Não deixar de verificar os e-mails.
Estarei sempre à disposição de vocês na Secretaria de Educação.
Tenham todos um bom dia de trabalho!
Muito obrigada!!!!

Planejamento Interdisciplinar (vídeo)


PLANEJAMENTO INTERDISCIPLINAR



Companheiros professores, estamos iniciando as atividades de 2015 no ciclo de alfabetização. Vamos iniciar pelo planejamento interdisciplinar. Por que planejamento interdisciplinar? Em 2014 iniciamos um trabalho interdisciplinar e este ano vamos intensificá-lo. Para isso temos que compreender bem o que é interdisciplinaridade. Interdisciplinaridade não é apenas interação entre as disciplinas, mas essa interação é coordenada por um eixo chamado “eixo coordenador”.
No PNAIC, como trabalhamos com os direitos de aprendizagem, devemos planejar uma sequência didática partindo de um tema que terá a função do eixo coordenador. O tema, aquele que Paulo Freire chamaria de Tema Gerador, será escolhido conforme a necessidade da turma e do momento. Por exemplo: estamos no mês do aniversário de emancipação de Tutóia. Este é o momento e a necessidade que a turma tem de conhecer a história de Tutóia. Devemos escolher para uma sequência didática, um tema dentro da história de Tutóia. Esse tema deverá coordenar todas as atividades envolvidas, fazendo a interação entre os direitos de aprendizagem que trouxerem as informações que auxiliarão nos conteúdos contidos no tema: direitos de aprendizagem de história, de ciência, de geografia, de arte e de matemática. Juntos farão a interação que será coordenada pelo eixo coordenador. Dessa forma se farão outras sequências didáticas, com outros eixos coordenadores. E assim por diante.
O planejamento é essencial; sem ele não podemos trabalhar com objetivos e certeza de que vamos fazer um trabalho bem feito. Quando vamos planejar temos que nos perguntar: para que planejamos? O que vamos fazer? Como fazer? Com quem fazer? Quando fazer? Como vamos avaliar? E depois do plano elaborado vamos executá-lo. Depois de avaliar: que decisões vamos tomar?
Esse encontro irá servir também para fazermos uma triagem de quem está em sala de aula; quantos alunos estão no ciclo de alfabetização, quantas meninas, quantos meninos; quais as escolas envolvidas, com suas respectivas localidades; e as classes multisseriadas. Com esses dados podemos começar com segurança o nosso trabalho de 2015.
Companheiros, peço a vocês que se dediquem muito mais este ano ao trabalho da alfabetização na perspectiva do letramento. A nossa meta é avançar mais um pouco na AVALIAÇÃO NACIONAL DA ALFABETIZAÇÃO. Ela é o nosso termômetro; por ela medimos o nosso trabalho. Conto com vocês e contem comigo. Somos uma equipe. Demos as mãos e trabalhemos pela qualidade no nosso ensino.
Muito obrigada pela atenção de vocês! Bom trabalho!

sexta-feira, 6 de março de 2015

PNAIC/PROJETO 2014/TUTÓIA

                         Mais uma experiência na minha vida que me ensinou muito. O PNAIC tem sido para mim mais uma coisa boa que aconteceu na minha vida profissional. Sempe sonhei em poder fazer um trabalho desse alcance, mas sozinha não era possível. Até que chegou um presente, o PNAIC. 
                        Em Tutóia, estamos trabalhando com muita garra e muita responsabilidade para alcançarmos a meta: "Crianças alfabetizadas, na prespectiva do letramento, até os oito anos de idade". Temos já o diagnóstico de 2013; estamos aguardando o resultado da ANA/2014. Com ele podemos avaliar o nosso trabalho e tomar as decisões necessárias. 
                       Hoje tive uma conversa neste sentido com os Gestores Escolares. Eles assumiram comigo mais uma etapa de trabalho - o ano letivo de 2015. Completaremos este ano 3 anos de PNAIC, quando as crianças que iniciaram o ensino fundamental em 2013 concluirão o ciclo de alfabetização. Então veremos a diferença da aprendizagem dessa turma para as turmas anteriores.

AGRADEÇO A TODOS QUE COMIGO FORMAMOS A EQUIPE DO PNAIC/TUTÓIA.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015



O Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa é um programa que está operacionalizando a Meta 5 do Plano Nacional de Educação: “alfabetizar todas as crianças brasileiras até o final do terceiro ano do Ensino Fundamental”.  É um compromisso formal assumido pelos governos federal, do Distrito Federal, dos Estados e Municípios.
O Programa considera como princípios ao longo do desenvolvimento do trabalho pedagógico:
1) O sistema de escrita alfabética é complexo e exige um ensino sistemático e problematizador;
2) O desenvolvimento das capacidades de leitura e de produção de textos ocorre durante todo o processo de escolarização, mas deve ser iniciado logo no início da Educação Básica, garantindo acesso precoce a gêneros discursivos de circulação social e as situações de interação em que as crianças se reconheçam como protagonistas de suas próprias histórias;
3) Conhecimentos oriundos das diferentes áreas podem e devem ser apropriadas pelas crianças, de modo que elas possam ouvir, falar, ler, escrever sobre temas diversos e agir na sociedade;
4) A ludicidade e o cuidado com as crianças são condições básicas nos processos de ensino e de aprendizagem.
O PNAIC tem como eixo principal a formação continuada de professores alfabetizadores. O Ministério da Educação entende que só assim o ensino pode dá um salto de qualidade. O processo de formação é feito a partir da formação dos Orientadores de estudos que a repassam para os professores, coordenados pelo Coordenador Local de cada município.

2.2 Legislação

O PNAIC, para operacionalização da sua política no País, dispõe de um rol de leis, resoluções, medida provisória e portarias, saber:
·         Lei 12.801, de 24 de abril de 2013 – Conversões da Medida Provisória 586, de 2012, que dispõe sobre o apoio técnico e financeiro da União aos entes federados no âmbito do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa e altera as Leis nºs 5.537, de novembro de 1968, 8.405, de 9 de janeiro de 1992, e 10.260, de 12 de julho de 2001;
·         Lei 11.273, de 6 de fevereiro de 2006 – que autoriza a concessão de bolsas de estudo e de pesquisa a participantes de programas de formação inicial e continuada de professores para a educação básica;
·         Resolução/CD/FNDE nº 4, de 27 de fevereiro de 2013 – que estabelece orientações e diretrizes para o pagamento de bolsas de estudo e pesquisa para a Formação Continuada de Professores Alfabetizadores, no âmbito do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa;
·         Resolução/CD/FNDE nº 12, de 8 de maio de 2013 – que altera dispositivos da Resolução CD/FNDE nº 4, de 27 de fevereiro de 2013, que estabelece orientações e diretrizes para o pagamento de bolsas de estudo e pesquisa para a Formação Continuada de Professores Alfabetizadores, no âmbito do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa;
Toda esta legislação está disponível no site do MEC[1]para qualquer pessoa acessar e tomar conhecimento.
2.3 Operacionalização do Programa no Município
A operacionalização no Município começa pela adesão. A Secretária de Educação faz a adesão, assina o contrato de parcerias e indica o Coordenador Local. Este, por sua vez, seleciona os Orientadores de Estudo e os insere no SISPACTO (Sistema de Monitoramento do PACTO).
A inserção dos Professores Alfabetizadores é feita também pelo Coordenador Local que utiliza a lista de professores registrados no Censo do ano anterior. O professor não registrado no Censo poderá ser incluso mediante documento comprobatório de vínculo com a Secretaria de Educação.
Então começa o processo de formação dos Orientadores de Estudo e dos Professores Alfabetizadores. A formação é continuada e em cada etapa dela são apresentados os resultados do trabalho desenvolvido em sala de aula e nas visitas dos Orientadores de Estudo e do Coordenador Local às escolas.
No Maranhão a formação é realizada pela Universidade Federal do Maranhão – UFMA, que também realiza encontros com os Coordenadores Locais concomitantemente à formação dos Orientadores de Estudo. Esses também apresentam relatórios dos resultados alcançados, das dificuldades e da frequência das formações realizadas nos municípios.
Os Professores recebem uma bolsa de estudos de 200 reais mensais; os Orientadores de Estudo e o Coordenador Local também recebem uma bolsa, essa de 700 reais.
Em 2013 a Rede Municipal tinha 3.700 alunos no ciclo de alfabetização. Detectou-se, durante a pesquisa, uma situação preocupante: o número de alunos desse ciclo foi diminuindo a partir de 2012.
 De 2013 para 2014, compreende-se que a diferença seja em função da matrícula de 2014 que ainda está sendo alterada, pois algumas famílias deixam para matricular os seus filhos já no mês de abril. Resta saber a causa da diminuição da matrícula de 2012.
Para trabalhar o letramento os professores montaram nas salas de aula[2] os cantinhos de leitura, com a finalidade de oferecer aos alunos um ambiente de letramento. Nesses continhos estão além dos kits recebidos do MEC, também gravuras, jogos, rótulos de produtos de supermercados, bulas de remédios e outros materiais que possam ser utilizados para leitura verbal e não verbal.

3 CONCLUSAO

Os dados coletados na pesquisa demonstraram a real situação da execução do PACTO no ano de 2013 no Município de Tutóia.
Há um dado muito positivo que é o fato de 98% dos professores deste ano ter sido professores do ano 2013. Isto porque este ano o eixo da formação é Matemática e eles já tem a formação de Linguagem. Desta forma, facilita o trabalho de planejamento, acompanhamento e avaliação.
Por ter sido o primeiro ano do PACTO, 2013 foi um ano que apresentou poucos resultados de bom desempenho dos alunos, mas pelas respostas dos professores e dos gestores e pela observação realizada, a equipe do PACTO em Tutóia está consciente do seu trabalho.
Falta, no entanto, muito ainda a fazer, pois as famílias precisam interagir com a escola nesse processo de alfabetização e letramento dos seus filhos.
Quanto ao despreparo da escola para tratar com os alunos deficientes, mencionado pelos gestores, há que se refletir sobre a necessidade dos agentes educacionais estudarem os documentos existentes respeito de Educação especial e inclusão escolar e social.
Outro ponto positivo foi apontado pelos gestores, quando 70% deles colocou como avanço do PACTO na escola o aumento da assiduidade do professor.
O espelho desse diagnóstico aponta pistas para se planejar novas estratégias para as novas ações do PACTO em Tutóia.




REFERÊNCIAS

BRASIL. Planejando a Próxima Década: conhecendo as 20 Metas do Plano Nacional de Educação. Ministério da Educação – Brasília.
BRASIL. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE. Cadernos  do Curso Competências Basicas/Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. 4. Ed. atual. Brasília: FNDE, 2013.



[1]Pacto. mec.gov.br
[2] Nas escolas que possuem espaço físico foram montados espaço de leitura.