Saudoso amor,
Amor saudoso.
Amor antigo,
Amor vivido.
Amor intenso,
Amor perfeito.
Amor se foi,
Num momento.
“De
nada adianta o discurso competente se a ação pedagógica é impermeável à
mudança”.
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TENDÊNCIAS LIBERAIS
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Tendência
tradicional
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A
escola serve para preparar o indivíduo para as práticas sociais e para os
valores liberais burgueses. Essa preparação da escola tradicional é um
processo de adaptação. A escola é concebida como um espaço de disciplinamento
do aluno. Nesse processo: a) o professor é uma autoridade, não pelo que ele
sabe, mas pelo seu autoritarismo; b) o professor produz um ensino mecânico,
baseado na memorização; c) aplicação de provas – avaliação de caráter
coercitivo; d) o professor ministra conteúdos desligados da prática social do
aluno: enciclopedismo, intelectualismo, e humanista (ensino baseado na
pedagogia jesuítica, ensino seletista e exclusão); o professor utiliza o
método expositivo, tanto para crianças como para adultos e a criança é
concebida como se fosse um adulto em miniatura.[1]
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Tendência
renovada diretiva e não-diretiva
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No final do século XIX e início do século XX
vem a renovação da escola. A escola
renovada diretiva vai se conceber como um ambiente que seja favorável
para experiência do aluno; para propiciar o seu aprendizado (autoaprendizado)
com conteúdos que devem se respaldar nas necessidades da sua vida diária. O
professor deve oferecer ao aluno situações-problema. Valoriza-se bastante o
trabalho em grupo; ministra-se um conteúdo de natureza científica, mas que
seja aplicável às necessidades do aluno, tanto no mundo do trabalho, quanto no mundo
da socialização, das relações interpessoais, como também na compreensão a
partir de si - do interpessoal. O
professor continua com autoridade, mas sem autoritarismo. É ele o condutor da
atividade (tendência renovada diretiva). A postura do professor é mediadora.
Ele é responsável por mediar as relações existentes entre o aluno, o meio do
aluno e o conteúdo: a escola é um espaço de experiências e deve capacitar o
aluno para viver ao longo de toda a sua vida. O aluno deve aprender fazendo.
Ele é incentivado o tempo todo a aprender a aprender, o que significa o grau
de autonomia adquirido pelo aluno: ter capacidade de se guiar com autonomia.
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A escola renovada
não-diretiva
é definida por Carl Rogeres. Nela, os conteúdos e o professor não têm tanta
importância. O que é mais importante ensinar ao aluno não são os conteúdos
curriculares, mas sim que o professor estimule o aluno a ter a capacidade de
aprender, isto é, a ênfase do ensino não está nos conteúdos, mas nas questões
psicológicas. A escola deve preparar o aluno para que ele seja do ponto de
vista psicológico, saudável, motivado, interessado, capaz de aprender, para
que, a partir dessa capacidade, ele mesmo promova o seu autoaprendizado.
Então, o professor, em sala de aula, também é um terapeuta.
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Tendência
tecnicista
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A
tendência tecnicista é toda voltada para o mercado de trabalho. Ela prepara o
indivíduo para o trabalho. Molda a pessoa para uma determinada finalidade.
Qual a finalidade? Produzir mão de obra e, para isso ela se utiliza de
manuais, apostilas, livros, os quais trazem os conteúdos técnicos; os
conteúdos que devem ser aplicados no dia a dia do trabalhador (conteúdos
.extremamente objetivos). Existe uma objetividade muito grande que é baseada
na reprodução fiel trazida por esses materiais (os manuais). Então, de um
lado há o aluno que quer se preparar para o mercado de trabalho; do outro
lado há o professor que é o responsável pela transmissão do conteúdo. Entre o
professor e o aluno está o conteúdo científico. No Brasil, essa tendência se
evidenciou nos 1960 e 1970, influenciando o currículo e a LDB. Aí o papel da
escola passa a ser: formar para o mercado de trabalho. Hoje, com a formação
da mão de obra, ainda se tem uma formação tecnicista? Em parte, sim. Na
verdade, o indivíduo hoje está sendo preparado para o mercado de trabalho
sim, mas a característica do novo profissionalismo no Brasil é não querer só
formar a mão de obra alienada, quer-se desenvolver um indivíduo que seja
responsável, crítico, autônomo, cidadão; quer-se estimular o espírito
empreendedor no trabalhador, dar a ele uma educação humanitária. Então, não é
um tecnicismo reprodutivista (como na década de 1970), é um tecnicismo
diferente que objetiva o senso crítico, a cidadania, a solidariedade.
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TENDÊNCIAS
PROGRESSISTAS
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Tendência
libertária
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Essa
tendência está vinculada ao anarquismo – uma forma de governo em que a ordem
é estabelecida pelos grupos e não há o domínio direto do Estado na sociedade.
A escola é autogestionária (autogestão). Esta escola é administrada por conselhos.
Eles é que definem as regras escolares (dizer como a escola vai funcionar). A
escola é que decide sobre o seu currículo e seu método. Há um distanciamento
da burocracia do Estado. A educação é toda voltada para as necessidades e
realidade do aluno. O professor lança desafios para o aluno. É um professor
mediador, orientador, catalisador (acelera o desempenho e a compreensão do
aluno). Ele propõe conteúdos e problemas práticos, mas não há uma cobrança,
como exame por exemplo, sobre o aluno.
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Tendência
libertadora
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Esta
tendência é conhecida como “Escola de Paulo Freire”. Para Paulo Freire o homem
é um ser histórico – traz uma bagagem histórica e está em constante
transformação. O homem adapta-se ao mundo, às suas necessidades. O homem se
transforma e transforma o mundo. Para
Paulo Freire a escola é um ambiente de transformação social. Na sua
concepção, o programa curricular formal não é valorizado. Esse programa, para
Paulo Freire, tende a uma educação bancária (os conteúdos são depositados no aluno).
A educação bancária é um mero depósito de conteúdos. Os educandos não são
estimulados a utilizá-los de forma real. Paulo Freire valoriza os temas
geradores (temas que condizem com a realidade dos educandos). Para
desenvolver os temas geradores é preciso: a) valoriza as experiências
trazidas pelos educandos; b) diálogo entre educador e educando; c) relação
horizontal entre professor e aluno; d) que o diálogo leve à construção do
conhecimento; e) que o conhecimento seja construído na relação com a realidade
do educando. A transmissão de conhecimentos pré-estabelecidos por manuais,
livros e apostilas, tende a reproduzir as ideias dominantes, gerando a
desigualdade social. A realidade é que mediatiza a relação entre professor e
aluno. A conclusão do diálogo entre professor e aluno é a consciência sobre a
realidade, que representa o reconhecimento das ideias dominadoras. Na
sociedade, um estado de opressão é superado pela: ação-reflexão-ação. A
ação, é a observação da realidade. A reflexão,
é o indivíduo se reconhece como oprimido. E a ação (segunda ação) é, o indivíduo trabalha para sair da situação
de oprimido. Somente se chega a essa visão crítica, através da educação.
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Tendência
crítico-social dos conteúdos
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Teoria
das décadas de 1970 e 1980. A escola tem que ser eficiente. Difusão dos
conteúdos da Base Nacional Comum, ligados à realidade social. A escola é
responsável por essa difusão, que tem que oferecer uma educação de qualidade,
mas dentro das suas estruturas. O professor é mediador e promove desafios
para o aluno. O estudante tem uma visão fragmentada e desorganizada da
sociedade. A partir da intervenção do professor, o estudante passa a ter uma
visão organizada e unificada da sociedade. Qual é o papel da escola e do
professor? Passar ao aluno uma visão organizada e unificada da sociedade, porém,
com o tempero: a criticidade, que deve levar o aluno à sua autonomia.
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OUTRAS TENDÊNCIAS
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Teoria
conectivista
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Aprendizagem
através do hipertexto.
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Teorias
psicogenéticas
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Piaget
–Construtivismo – fases do desenvolvimento: o sujeito constrói o conhecimento
interagindo com o objeto de estudo.
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Wigotsky
– Interacionismo/Zona de Desenvolvimento Proximal
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Wallon
- Fases do desenvolvimento: impulsivo-emocional; sensório-motor;
personalismo; categorial; puberdade.
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