Seja Bem Vindo !!!!

Este blog tem por objetivo mostrar meu trabalho em sala de aula, trocar experiências com professores e alunos e receber sugestões metodológicas, exemplos de projetos pedagógicos, etc.

quarta-feira, 18 de março de 2015

PNAIC/TUTÓIA



FALA DO VÍDEO DE ABERTURA DO SEGUNDO DIA DO SEMINÁRIO DE ENCERRAMENTO (NOS POLOS)
Professora Zezeh 

Companheiros professores, queridos pais e mães dos alunos do ciclo de alfabetização, estimados amigos desta Comunidade, sejam todos bem vindos ao Seminário de Encerramento do PNAIC/Projeto 2014.
Queridos pais, o PNAIC é um pacto nacional pela alfabetização na idade certa. Esse pacto foi celebrado entre Governo Federal, Governo Estadual e Governo Municipal, para juntos, governo e sociedade, alcançarem a meta de alfabetizar todas as crianças brasileiras até, pelo menos, oito anos de idade.
Somos uma família: a família do “TODOS PELA EDUCAÇÃO”.
Aos oito anos de idade, as crianças precisam ter:
1.    A compreensão do funcionamento do sistema de escrita;
2.    O domínio das correspondências grafofônicas, mesmo que dominem poucas convenções ortográficas irregulares e poucas regularidades que exijam conhecimentos morfológicos mais complexos;
3.    A fluência de leitura e o domínio de estratégias de compreensão e de produção de textos escritos.
No Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, quatro princípios centrais são considerados ao longo do desenvolvimento do trabalho pedagógico:
1.    O Sistema de Escrita Alfabética é complexo e exige um ensino sistemático e problematizador;
2.    O desenvolvimento das capacidades de leitura e de produção de textos ocorre durante todo o processo de escolarização, mas deve ser iniciado logo no início da Educação Básica, garantindo acesso precoce a gêneros discursivos de circulação social e a situações de interação em que as crianças se reconheçam como protagonistas de suas próprias histórias;
3.    Conhecimentos oriundos das diferentes áreas podem e devem ser apropriados pelas crianças, de modo que elas possam ouvir, falar, ler, escrever sobre temas diversos e agir na sociedade;
4.    A ludicidade e o cuidado com as crianças são condições básicas nos processos de ensino e de aprendizagem.
Dentro dessa visão, a alfabetização é, sem dúvida, uma das prioridades nacionais no contexto atual, pois o professor alfabetizador tem a função de auxiliar na formação para o bom exercício da cidadania. Para exercer sua função de forma plena é preciso ter clareza do que ensina e como ensina. Para isso, não basta ser um reprodutor de métodos que objetivem apenas o domínio de um código linguístico. É preciso ter clareza sobre qual concepção de alfabetização está subjacente à sua prática.
 As Ações do Pacto apoiam-se em quatro eixos de atuação:
1.     Formação continuada presencial para os professores alfabetizadores e seus orientadores de estudo;
2.    Materiais didáticos, obras literárias, obras de apoio pedagógico, jogos e tecnologias educacionais;
3.     Avaliações sistemáticas;
No Brasil, o PNAIC abarca os seguintes números de alfabetização:
·         Escolas com matrículas de 1º ao 3º ano e multisseriadas – 108.733 escolas;
·         Turmas de 1º ao 3º ano e multisseriadas – 400.069 turmas;
·         Matrículas de 1º ao 3º ano e multisseriadas - 7.980.786 alunos.
Tutóia, em 2013, o PNAIC abarcou:
·         Escolas com matrículas de 1º ao 3º ano e multisseriadas –78 escolas;
·         Turmas de 1º ao 3º ano e multisseriadas – 209 turmas;
·         Matrículas de 1º ao 3º ano e multisseriadas - 3.845 alunos.
·         Professores alfabetizadores – 209 professores;
·         Orientadores de estudo – 09;
·         Coordenador local – 01;
·         Polos de formação – 09.

Em 2014, Tutóia abarcou:
·         Escolas com matrículas de 1º ao 3º ano e multisseriadas –79 escolas;
·         Turmas de 1º ao 3º ano e multisseriadas – 234 turmas;
·         Matrículas de 1º ao 3º ano e multisseriadas – 3.509 alunos.
·         Professores alfabetizadores – 234 professores;
·         Orientadores de estudo – 09;
·         Coordenador local – 01;
·         Polos de formação - 09

Conforme dados coletados no SISPACTO, a ANA – Avaliação Nacional da Alfabetização – no ano de 2013, o nosso nível de excelência foi bem pequeno: 2,53% em leitura, 5,89% em Matemática, e 15,83% em escrita. Este foi o diagnóstico do início do Projeto em Tutóia. Ainda não temos o resultado da ANA/2014, que deve ter havido um pequeno avanço, a julgar pelo que se pôde observar durante o ano nas salas de aula, acompanhando o comportamento didático dos professores.
A partir de abril deste ano esse resultado deverá ser publicado e aí sim, poderemos fazer um comparativo dos 2 anos de PNAIC em Tutóia. O que eu posso lhes dizer agora é que os professores estão cada vez mais preparados para o processo de alfabetização e  letramento das crianças do Ciclo de Alfabetização.
Os mesmos professores já fizeram o Curso de Linguagem e estão encerrando agora o Curso de Matemática. Esses dois cursos foram muito bons, de boa qualidade e trouxeram muitos conhecimentos, principalmente didáticos, para suas práxis pedagógicas.
As crianças estão em boas mãos. Os professores alfabetizadores e a gestão da escola estão usando os melhores recursos para que as crianças consigam internalizar os Direitos de Aprendizagem de Linguagem, de Matemática e dos outros componentes curriculares. As brincadeiras, os jogos, as maquetes, os painéis e outras atividades elaboradas pelas crianças com a mediação dos professores, trazem em seus bojos, objetivos que conduzem à aprendizagem, ao conhecimento de si mesmo e à sua cidadania.
Portanto, não duvidem - queridos pais - dessas atividades. Não pensem que elas são apenas brincadeiras; elas são, sobretudo, elementos para uma aprendizagem significativa. Ao elaborar uma tabela a criança está aprendendo Matemática; ao saber consultar um relógio, a criança está internalizando um conteúdo de Matemática; ao construir um calendário ela está também aprendendo Matemática. Ao falar bem e ao ouvir bem a criança está aprendendo a se comunicar; ao falar sobre o processo de germinação de uma semente ela está aprendendo ciências; e assim por diante.
Não se enganem queridos pais, todos os conteúdos trabalhados na escola são sistematizados e planejados com o intuito de que a criança aprenda. O papel do professor é mediar esse conhecimento. Ele está para ajudar a criança entre o que ela já sabe e o que ela tem potencialidade para aprender.
Amigos professores, vocês são o referencial da capacidade de aprendizagem dos seus alunos. Vocês ocupam uma posição privilegiada em relação à construção das suas identidades; auxiliam os seus alunos a construírem o reconhecimento de si mesmos como pessoas capazes de aprender.
Continuemos a luta. Não somos detentores do saber; não estamos prontos e acabados. Estamos ainda no meio do caminho. Ainda temos muitos desafios pela frente. Que venha Ciências! Já iniciamos o trabalho da interdisciplinaridade. Vamos aprimorá-lo. Em março vamos ter um encontro de planejamento. Vamos selecionar os Direitos de Aprendizagem de Linguagem, Matemática, Ciências, História, Geografia, Artes e vamos trabalhar a interdisciplinaridade com temas da realidade dos nossos alunos.
E quais seriam esses temas? Temas polêmicos e problematizadores como, por exemplo: água, energia, ecologia, desenvolvimento sustentável, etc. Esses temas servirão de eixos coordenadores das disciplinas – Direitos de Aprendizagem. Somos capazes; vamos trabalhar de equipe. Vamos juntar esforços para mudar a nossa escola, a nossa performance pedagógica, a nossa imagem na sociedade.
Somos formados professores, educadores. Juntos, todos pela educação!
Muito obrigada pela atenção de vocês! Tenham todos um bom trabalho!

Educação Especial




 
FALA DO VÍDEO DAS 6ª E 7ª ETAPAS DO CURSO DE MATEMÁTICA
Professora Zezeh

“Eu também queria uma escola que ensinasse a conviver, a cooperar, a respeitar, a esperar, a saber viver em comunidade, em união”.
(Carlos Drummond de Andrade)

Companheiros professores, estamos encerrando o curso de matemática. Iniciamos hoje a 6ª e logo após iniciaremos a 7ª etapa dessa jornada de trabalho que para nós está sendo muito proveitosa.  Vocês certamente ficarão com saudades!  Neste final de curso vamos trabalhar inclusão e revisar os outros conteúdos já estudados.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9.394/96, em seu Art. 58, conceitua a Educação Especial como [...] a modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos portadores de necessidades especiais.
A oferta de Educação Especial, dever constitucional do Estado, é feita em toda educação básica e superior.
A política nacional de Educação Especial na perspectiva de Educação Inclusiva (2008) foi elaborada segundo os preceitos de uma escola em que cada aluno tem a possibilidade de aprender, a partir de suas aptidões e capacidades, em que o conhecimento se constrói sem resistência ou submissão ao que é selecionado para compor o currículo, resultando na promoção de alguns alunos e na marginalização de outros do processo escolar.
A compreensão da Educação Especial nesta perspectiva está relacionada a uma concepção e a práticas da escola comum que mudam a lógica do processo de escolarização, a sua organização e o estatuto dos saberes que são objeto do ensino formal. Como modalidade que não substitui a escolarização de alunos com deficiência, com transtornos globais do desenvolvimento e com altas habilidades/superdotação, essa educação supõe uma escola que não exclui alunos que não atendam ao perfil idealizado institucionalmente.
A Educação Especial perpassa todos os níveis, etapas e demais modalidades de ensino, sem substituí-los, oferecendo aos seus alunos serviços, recursos e estratégias de acessibilidade ao ambiente e aos conhecimentos escolares. Nesse contexto, deixa de ser um sistema paralelo de ensino, com níveis e etapas próprias.
Sinalizando um novo conceito de Educação Especial, a política enseja novas práticas de ensino, com vistas a atender as especificidades dos alunos que constituem seu público-alvo e garantir o direito à educação a todos. Aponta para a necessidade de se subverter a hegemonia de uma cultura escolar segregadora e para a possibilidade de se reinventar seus princípios e práticas escolares. (Texto extraído do livro “A Escola Comum Inclusiva”, Coleção A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar, do Ministério da Educação, p. 6).
A LDB, em seu artigo 59, estabelece que “os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com necessidades especiais [..] currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos, para atender às suas necessidades.
A Educação Especial é muito complexa nas escolas brasileiras porque nas redes de ensino, e excepcionalmente nas escolas públicas das pequenas cidades, a exemplo de Tutóia, nem todos os casos de deficiência (especialmente transtornos globais do desenvolvimento ou altas habilidades/superdotação) são diagnosticados por especialistas e os profissionais da área lotados nas escolas são pouquíssimos. E ainda, boa parte das famílias esconde essas crianças, dificultando o acesso delas a matrícula na escola.
Como em todo o País, temos nas nossas escolas crianças com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento ou altas habilidades/superdotação. O Inep registra um total de 143 alunos em Tutóia com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento ou altas habilidades/superdotação. Em Tutóia há apenas uma escola exclusiva de educação especial funcionando na modalidade substitutiva. A mesma escola (Escola Bernarda Cantanhede) tem matriculados 56 alunos[1] com variadas deficiências. Os professores dessa escola não são especialistas; eles aprenderam com os próprios alunos a melhor maneira de lidar com eles.
O atendimento escolar é obrigatório a todos os estudantes de 4 a 17 anos, inclusive aos com deficiência e transtornos globais do desenvolvimento ou altas habilidades/superdotação. Não existe um tipo de deficiência que exclua o aluno de ser atendido pela escola em classe regular, sob pena de denúncia aos órgãos da Educação e ao Ministério Público.
Também não há regras rígidas sobre o tamanho das turmas ou proporção de crianças com deficiência por sala. O certo é os alunos estarem o mais próximo possível da representação da comunidade, sem segregação ou favoritismo.
É ilusório pensar que existe uma formação específica que diga como trabalhar com cada criança; não é preciso ser especialista em deficiência para ser professor de deficiente. O docente precisa ter sensibilidade, olhar não para a deficiência, mas sim para a criança. As necessidades dos alunos só serão compreendidas a partir do convívio com eles.
A Revista Escola Pública publicou recentemente dados informados pelo MEC que afirmam que de 2007 a 2012 as matrículas dos alunos com deficiência nas classes regulares de escolas públicas do País, dobraram. Em alguns estados o aumento foi de quase 300%. O Brasil tem 102,78% de atendimento e o Maranhão tem 181,98% de atendimento. Isto significa que as barreiras estão se dissolvendo. A rede municipal pública de Tutóia tem 1,19% da sua matrícula do Ensino Fundamental, de alunos deficientes.
Que são alunos com deficiência? São aqueles [...] que tem impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais em interação com diversas barreiras podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas (ONU, 2006).
Que são Alunos com transtornos globais do desenvolvimento? São aqueles que apresentam alterações qualitativas das interações sociais recíprocas e na comunicação, um repertório de interesses e atividades restrito, estereotipado e repetitivo. Incluem-se nesse grupo os alunos com autismo, síndromes de espectro do autismo e psicose infantil (MEC/SEESP, 2008).
Que são alunos com altas habilidades/superdotação?  São aqueles que apresentam grande facilidade de aprendizagem que os levem a dominar rapidamente conceitos, procedimentos e atitudes. Essa definição ressalta duas características marcantes da superdotação, que são: a rapidez de aprendizagem e a facilidade com que estas pessoas se engajam em sua área de interesse.
Há ainda uma grande dificuldade em se fazer inclusão. Não somente os professores, mas toda a comunidade escolar continua encontrando dificuldade no processo de ensino na perspectiva da educação inclusiva. Se se pensar que inclusão não se restringe a deficiência, o problema é muito maior, pois muitas vezes não sabemos direito o que estamos incluindo ou deixando de incluir. A simples reprovação de uma criança pode ser uma forma de exclusão.
Ainda é muito forte em nossas salas de aula o desejo de ter turmas homogêneas, quando se sabe que as pessoas não são homogêneas; elas são heterogêneas. As crianças são diferentes umas das outras, mesmo que pensemos que elas podem ser tratadas por igual. Cada uma delas requer uma forma diferente de ser tratada, de ser olhada. Cada qual tem o seu ritmo de aprendizagem, a sua maneira de aprender. Nós professores estudamos para aprender com esse desafio.
Na construção e/ou na revisão do Projeto Político-Pedagógico da escola pode-se rever o conceito de inclusão. E podemos perguntar: Que tipo de inclusão pretendemos fazer? Que aluno queremos formar? Que temos para oferecer ao nosso aluno deficiente? Ou ao nosso aluno diferente? E para sua família, que pretendemos oferecer? São muitas as perguntas que nos vem no momento. Precisamos saber como respondê-las.
É óbvio que a heterogeneida nos assusta, mas é um desafio a ser desvendado. Somos educadores; somos capazes e, acima de tudo, somos responsáveis e compromissados com a aprendizagem dos nossos alunos.
Incluir é muito mais do que aceitar na sala de aula um aluno deficiente, diferente, negro, índio, de família desajustada; incluir é na verdade entender, compreender, articular, interagir, em fim, procurar respeitar e fazer respeitar os nossos alunos, que muitas vezes, só tem a nós como tábua de salvação.
Nesta formação vamos refletir um pouco sobre isso e vamos procurar aprender também um pouco como lidar em sala aula com os nossos alunos deficientes, diferentes nas diferenças, mas iguais nos seus direitos de cidadãos.
Quero aproveitar este momento também para lembrar a vocês das obrigações com a alimentação do SISPACTO. Conforme Comunicação recebida da Coordenação Estadual/IES, após a 6ª formação vocês deverão preencher os dados referentes ao mês de novembro, e após a 7ª formação vocês deverão preencher os dados referentes ao mês de dezembro. Logo após o Seminário de encerramento vocês deverão preencher os dados referentes ao mês de janeiro.
E atenção! A última etapa de avaliação no SISPACTO, para todos os perfis, deverá encerrar até o dia 01 março de 2015. Portanto, a última avaliação deverá ser feita ainda na noite do dia 28/02, quando terminar o Seminário de encerramento.
Vocês estão recebendo uma proposta de dinâmica do Seminário que deverá ser lida e discutida por vocês com o Orientador de Estudo. Poderão sugerir outras atividades para enriquecer o evento; não esquecendo que todos nós (CL, Secretária de Educação, PAs. Oes. e comunidade) somos responsáveis pela realização do seminário.
Um abraço a todos! Muito obrigada pela atenção de vocês! Bom trabalho!
























REFERÊNCIAS

BRASIL, Ministério da Educação – Secretaria da Educação Básica. Caderno de Educação Especial: a alfabetização de crianças com deficiência. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa. Brasília, 2012.
--------------, Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília: MEC/SEESP, 2008.




[1] Dados de 2013  –  Centro de Atendimento Psicopedagógico – Secretaria Municipal de Educação de Tutóia.

Como trabalhar Geometria na Alfabetização





FALA DA COORDENADORA NO VÍDEO DE ABERTURA DA 5ª ETAPA DO CURSO DE MATEMÁTICA
PNAIC/COORDENAÇÃO LOCAL DE TUTÓIA


Sejam todos bem-vindos a 2015.
Muitas realizações! Muito sucesso!
Estamos iniciando a 5ª etapa do Curso de Matemática. O ponto cruciante agora é a Geometria. Como trabalhar Geometria no Ciclo de Alfabetização?
Nós professores, sabemos que a Geometria foi perdendo espaço e sentido, tanto na nossa formação docente, quanto nas nossas salas de aula. Itzcovich (2012, p.4), autor do livro Iniciação ao Estudo Didático da Geometria, aponta como um dos motivos para este fato “a dificuldade, por parte dos docentes, de encontrar suficientes situações ou problemas que representem verdadeiros desafios, isto é, pensar em um percurso que permita os alunos se iniciar e se envolver no trabalho com as funções lineares”.
O autor ainda afirma que, “como consequência disso, se algo fica fora do programa por falta de tempo, este algo é a Geometria; ao ponto de que ninguém hesitaria em aprovar um aluno da 5ª para 6ª série do Ensino Fundamental, se não conhecesse a propriedade da soma dos ângulos interiores de um triângulo”.
É sabido por todos nós, que os nossos  alunos passam de uma série para outra sem adquirir as habilidades referentes a Geometria; ou porque não deu tempo (como afirma o autor acima), ou porque os professores não estão preparados para esse trabalho.
A preocupação no PNAIC com o ensino de qualidade da Geometria no Ciclo de Alfabetização é, de certo, muito válida.
Se nós professores nos preparamos bem para trabalhar com os nossos alunos a Geometria, estamos proporcionando um grande avanço no ensino da Matemática.
Os materiais nós temos. Temos Livros didáticos do PNLD e os Jogos de matemática. Vamos utilizar também todos os materiais da nossa região, dos quais dispomos. Já temos alguns exemplos de professores que estão utilizando materiais da própria localidade do aluno e os resultados são bons.
A professora Clédina adotou uma ideia de um aluno com síndrome de down e obteve bons resultados. A professora Fátima, utilizando materiais da própria localidade dos seus alunos, conseguiu que todos eles adquirissem as habilidades mínimas para serem aprovados; e a sua turma é multisseriada.
Assim como elas, outras experiências exitosas se destacaram: uma professora do Ciclo de Alfabetização da Escola “O Cajuzinho”, utilizou com seus alunos conchas de mariscos para a aprendizagem de composição e decomposição de números. Temos ainda muitos professores que se dedicam ao seu trabalho de sala de aula com prazer e paixão.
Boa parte do que vocês aprenderam no Curso de Matemática será aplicada este ano. Bom que vamos iniciar o ano letivo com muitas novidades! Quatro pontos são essenciais para que tenhamos sucesso nesse trabalho: planejamento exequível, monitoramento, avaliação e tomada de decisão.
Vamos agora recordar um pouco sobre as obrigações para a liberação das bolsas:
1.    Não faltar a formação (com presença integral);
2.    Efetuar a avaliação complementar e atividades obrigatórias, conforme cada etapa realizada. Após a realização desta etapa, deverão proceder a avaliação complementar e a atividade obrigatória referente ao mês de outubro;
3.    Ler os dois Cadernos restantes do curso e realizar as atividades de casa, para fortalecimento dos conteúdos estudados na formação;
4.    Não deixar de verificar os e-mails.
Estarei sempre à disposição de vocês na Secretaria de Educação.
Tenham todos um bom dia de trabalho!
Muito obrigada!!!!

Planejamento Interdisciplinar (vídeo)


PLANEJAMENTO INTERDISCIPLINAR



Companheiros professores, estamos iniciando as atividades de 2015 no ciclo de alfabetização. Vamos iniciar pelo planejamento interdisciplinar. Por que planejamento interdisciplinar? Em 2014 iniciamos um trabalho interdisciplinar e este ano vamos intensificá-lo. Para isso temos que compreender bem o que é interdisciplinaridade. Interdisciplinaridade não é apenas interação entre as disciplinas, mas essa interação é coordenada por um eixo chamado “eixo coordenador”.
No PNAIC, como trabalhamos com os direitos de aprendizagem, devemos planejar uma sequência didática partindo de um tema que terá a função do eixo coordenador. O tema, aquele que Paulo Freire chamaria de Tema Gerador, será escolhido conforme a necessidade da turma e do momento. Por exemplo: estamos no mês do aniversário de emancipação de Tutóia. Este é o momento e a necessidade que a turma tem de conhecer a história de Tutóia. Devemos escolher para uma sequência didática, um tema dentro da história de Tutóia. Esse tema deverá coordenar todas as atividades envolvidas, fazendo a interação entre os direitos de aprendizagem que trouxerem as informações que auxiliarão nos conteúdos contidos no tema: direitos de aprendizagem de história, de ciência, de geografia, de arte e de matemática. Juntos farão a interação que será coordenada pelo eixo coordenador. Dessa forma se farão outras sequências didáticas, com outros eixos coordenadores. E assim por diante.
O planejamento é essencial; sem ele não podemos trabalhar com objetivos e certeza de que vamos fazer um trabalho bem feito. Quando vamos planejar temos que nos perguntar: para que planejamos? O que vamos fazer? Como fazer? Com quem fazer? Quando fazer? Como vamos avaliar? E depois do plano elaborado vamos executá-lo. Depois de avaliar: que decisões vamos tomar?
Esse encontro irá servir também para fazermos uma triagem de quem está em sala de aula; quantos alunos estão no ciclo de alfabetização, quantas meninas, quantos meninos; quais as escolas envolvidas, com suas respectivas localidades; e as classes multisseriadas. Com esses dados podemos começar com segurança o nosso trabalho de 2015.
Companheiros, peço a vocês que se dediquem muito mais este ano ao trabalho da alfabetização na perspectiva do letramento. A nossa meta é avançar mais um pouco na AVALIAÇÃO NACIONAL DA ALFABETIZAÇÃO. Ela é o nosso termômetro; por ela medimos o nosso trabalho. Conto com vocês e contem comigo. Somos uma equipe. Demos as mãos e trabalhemos pela qualidade no nosso ensino.
Muito obrigada pela atenção de vocês! Bom trabalho!

sexta-feira, 6 de março de 2015

PNAIC/PROJETO 2014/TUTÓIA

                         Mais uma experiência na minha vida que me ensinou muito. O PNAIC tem sido para mim mais uma coisa boa que aconteceu na minha vida profissional. Sempe sonhei em poder fazer um trabalho desse alcance, mas sozinha não era possível. Até que chegou um presente, o PNAIC. 
                        Em Tutóia, estamos trabalhando com muita garra e muita responsabilidade para alcançarmos a meta: "Crianças alfabetizadas, na prespectiva do letramento, até os oito anos de idade". Temos já o diagnóstico de 2013; estamos aguardando o resultado da ANA/2014. Com ele podemos avaliar o nosso trabalho e tomar as decisões necessárias. 
                       Hoje tive uma conversa neste sentido com os Gestores Escolares. Eles assumiram comigo mais uma etapa de trabalho - o ano letivo de 2015. Completaremos este ano 3 anos de PNAIC, quando as crianças que iniciaram o ensino fundamental em 2013 concluirão o ciclo de alfabetização. Então veremos a diferença da aprendizagem dessa turma para as turmas anteriores.

AGRADEÇO A TODOS QUE COMIGO FORMAMOS A EQUIPE DO PNAIC/TUTÓIA.